Sustentabilidade e economia circular chegam aos smartphones

*Por Stephanie Peart

Quando a vida útil do smartphone vai ficando debilitada, muitos desejariam não confiar nos sinais que vão surgindo à frente: a bateria já não dura o suficiente para um dia de trabalho, o armazenamento anuncia a cada nova foto que precisa de mais espaço, os apps, quando não travam, funcionam de forma muito mais lenta. Ou seja, cedo ou tarde será preciso encarar a realidade.

Aquele aparelho com, no máximo, três anos de uso já não é mais o mesmo. Fato é que sua jornada pode ter sido curta ao seu lado, mas os danos causados ao meio ambiente são longos: desde os minerais e metais raros extraídos para sua fabricação até o acúmulo crescente de lixo eletrônico. 

Por essas e outras que o conceito de “Phone as a Service” é a tendência que promete se consolidar a cada dia. Isso significa que um smartphone que já não serve para uma pessoa pode ser totalmente reformado e disponibilizado para outra. Com esse processo, que promove a logística circular, é possível economizar, poupar o meio ambiente e ainda possibilitar que mais pessoas tenham acesso a smartphones de ponta. 

A ideia é simples: oferecer aparelhos “como novos” por assinatura com as mesmas funcionalidades de um recém-lançado, além de outras vantagens, como valores mensais acessíveis e seguro incluso. Essa iniciativa vai além de reduzir a quantidade de lixo eletrônico e impulsionar o consumo consciente, permitindo que mais pessoas tenham acesso à tecnologia de ponta. 

Estima-se que existem hoje no mundo aproximadamente 5,18 bilhões de celulares. Destes, pelo menos 2,7 bilhões são smartphones. Isto é, 35% da população mundial têm um deles. Além disso, estudos indicam que as emissões de gases de carbono decorrentes da fabricação de um novo celular representam 85% a 95% do total emitido pelo aparelho ao longo de seus dois anos de vida.  

Só que a lista de impactos ambientais não para por aí. Basta lançar mão de alguns minutos de pesquisa para constatar que as consequências de uma simples aquisição de um novo aparelho são maiores do que se pode imaginar, caso o antigo não seja devidamente redirecionado. 

Diante disso tudo, é inegável que o conceito de “Phone as a Service” veio para ficar. O uso de smartphones não vai parar, pois eles facilitam nosso dia a dia e a tecnologia só tende a evoluir. Então, cabe a cada um pensar a médio e longo prazo na melhor maneira de usufruir dos benefícios que oferecem, causando o menor dano possível ao planeta.  

O meio ambiente certamente agradece!

*Stephanie Peart é empreendedora e head da Leapfone, startup do segmento de Phone as a Service, que permite que mais brasileiros tenham acesso a smartphones poderosos por meio de assinaturas de aparelhos novos e “como novos”.

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